1. Tractores. É uma feira onde há "muita força de tractores" e alguns são mesmo de se ficar a olhar para as grandes rodas. Eu cá não fui esquisito e inspeccionei as rodas todas das maiores às mais pequenas.

2. Gomas. Mas isso é óbvio, há em todas as feiras.
3. Animais. Também é costume, mas cabras e porcos do Vietnam nunca tínhamos visto. Também estivémos um bom bocado à espera que um cavalo preto holandês puxasse a charette à qual estava atrelado mas o senhor "cowboy" nunca mais se decidia e tivémos de mudar de poiso. As minhas bochechas podem parecer estar cheias de impaciência (eu queria muito que o cavalo andasse), mas na verdade é um golfinho azul que as atravessa de lés a lés.

4. Doces e licores. Claro que a mami descobriu a Melosa de Monchique, a avó desencantou um folar de pêra que deixou no carro um doce cheirinho a canela, e o avô comprou um livro de receitas sobre alfarroba e um pacote de farinha do dito fruto.
5. Arte. Bem, para mim a contemplação faz-se em cima da obra. Neste caso, contemplei com grande seriedade o cachaço de três ursos de fibra de vidro, muito pintalgados e coloridos. Quis começar por um com uns desenhos parecidos com os meus.

6. Artesanato. Eles viram muita coisa, eu só vi algumas, porque os expositores são (quase) todos mais altos do que eu. Fui vendo muitas pernas de muita, muita gente. Há "muita força de gente" nesta feira! De vez em quando a mami punha-me ao colo para eu ver aquilo que ela considerava bom ou bonito. Enfim, mais um filtro.
7. Música. Às 23:00, quando estávamos a sair, começou o concerto dos GNR. Ainda ouvimos a primeira música e ainda dancei um bocadinho ao colo da mami.
E para ajudar uns meninos que não têm tanta sorte como eu, a mami comprou-me uma caneta, imaginem!, do Homem-Aranha, mas que para além de caneta, é também carimbo e tubinho de fazer bolas de sabão. Só que entornei metade do líquido nas sandálias e talvez outro tanto nas calças da mami…
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