quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Queimar os últimos banhos


São 20:30. As luzes da rua já acenderam. O grelhador está ligado, a sopa está na mesa e eu estou a banhos, a despedir-me de mais um grande Verão. Obrigado avó, obrigado avô!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Plantae Vitis Abnormalus Lotae III


Não é só no Entroncamento que aparecem coisas excessivas, desmesuradas e extraordinárias. No lote 3 também. E não, não se trata de um tomate verde que não teve tempo de vingar, nem de uma abóbora miniatura de espécie geneticamente manipulada ou transgénica - é uma uva das da produção do avô Mário. Já lhe arranjámos classificação científica e tudo!

Os meus convidados na piscina - parte 4


Isto da piscina mais cheia atrai o peixe graúdo! :)

O Toldo da Guida


Já não quero construções, nem túneis, nem pistas. Já pouco me importa se o balde e o regador vieram para a praia e os carrinhos… também podem vir ou não. O avô pode descansar na toalha, a mami pode ler e a avó pode ficar sentadinha na cadeira. O melhor da praia de Alvor é o toldo da Guida! Assim que chegamos, dispo a camisola e, como já não ponho creme, é tudo muito mais rápido. Vou logo para lá. Ela até tem uma cama para mim e tudo! O Toldo da Guida tem mel. A Guida é uma tia única, que leva blocos grandes e pequenos e marcadores de todas as cores para a praia. E como compra jornal todos os dias, temos sempre coisas para ler, até histórias para mim!


MAAAAS, não acaba aqui! Ela leva-me para o Bar do Sr. António com ela e oferece-me Ice Tea! Quer dizer, oferecia, porque hoje a mami cortou-me esse barato à conta de uma barriga muito cheia que depois não quer almoçar. Adiante, hoje desenhámos e pintámos, colaborativamente, uma cena na praia! Com piratas e Peter Pan e tudo! Já está no frigorífico da avó.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Estreia na Fatacil

Este ano fui, pela primeira vez, à Fatacil. À noite, pela fresquinha, senão tínhamos de deixar a avó em casa! A Fatacil é em Lagoa, uma terra perto de Portimão. Fizémos de carro uma viagem pequena para lá chegar, mas depois de estacionar andámos muito a pé! O que vimos nós nesta feira (que é muito gaaande!):

1. Tractores. É uma feira onde há "muita força de tractores" e alguns são mesmo de se ficar a olhar para as grandes rodas. Eu cá não fui esquisito e inspeccionei as rodas todas das maiores às mais pequenas.


2. Gomas. Mas isso é óbvio, há em todas as feiras.
3. Animais. Também é costume, mas cabras e porcos do Vietnam nunca tínhamos visto. Também estivémos um bom bocado à espera que um cavalo preto holandês puxasse a charette à qual estava atrelado mas o senhor "cowboy" nunca mais se decidia e tivémos de mudar de poiso. As minhas bochechas podem parecer estar cheias de impaciência (eu queria muito que o cavalo andasse), mas na verdade é um golfinho azul que as atravessa de lés a lés.


4. Doces e licores. Claro que a mami descobriu a Melosa de Monchique, a avó desencantou um folar de pêra que deixou no carro um doce cheirinho a canela, e o avô comprou um livro de receitas sobre alfarroba e um pacote de farinha do dito fruto.
5. Arte. Bem, para mim a contemplação faz-se em cima da obra. Neste caso, contemplei com grande seriedade o cachaço de três ursos de fibra de vidro, muito pintalgados e coloridos. Quis começar por um com uns desenhos parecidos com os meus.


6. Artesanato. Eles viram muita coisa, eu só vi algumas, porque os expositores são (quase) todos mais altos do que eu. Fui vendo muitas pernas de muita, muita gente. Há "muita força de gente" nesta feira! De vez em quando a mami punha-me ao colo para eu ver aquilo que ela considerava bom ou bonito. Enfim, mais um filtro.
7. Música. Às 23:00, quando estávamos a sair, começou o concerto dos GNR. Ainda ouvimos a primeira música e ainda dancei um bocadinho ao colo da mami.
E para ajudar uns meninos que não têm tanta sorte como eu, a mami comprou-me uma caneta, imaginem!, do Homem-Aranha, mas que para além de caneta, é também carimbo e tubinho de fazer bolas de sabão. Só que entornei metade do líquido nas sandálias e talvez outro tanto nas calças da mami…

Os meus convidados na piscina - parte 3


Ando há dias a convidar a avó para vir tomar banho na minha piscina, mas ela diz sempre que está muito calor e que a minha água é quente demais. Hoje, como está nortada, ela lá se resolveu a aceitar o convite e até trouxe um fato-de-banho novo, dos que são para se estar sempre à sombra. Era o caso! Brincámos os dois com os Playmobil do Ricardo, na minha piscina que, pela primeira vez, teve água até ao segundo aro. E não, não foi por a avó ter lá entrado! Foi porque o avô foi generoso!

sábado, 21 de agosto de 2010

Lavagem da piscina


Recebo o dia de mudança da água da piscina com grande entusiasmo. Aliás, acho que neste momento é das actividades de piscina que mais me divertem: tirar de lá a água com o regador e ajudar os grandes a distribui-la pelas plantas do jardim. Amanhã, com água nova e lavada, não vai ter tanta piada!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fuzeta - o grande dia de praia destas férias

Hoje, bem cedinho, partimos (eu e a mami) para uma viagem de dimensão média até à Fuzeta, um sítio do Sotavento algarvio que para nós era ainda desconhecido. Por lá estaria a Guida, aquela tia-avó louca e mais uma colecção de primos que eu ainda não conhecia. Eram três, assim pequeninos como eu, e uma grande, de seu nome Inês, mãe daqueles três pares de olhos que vieram ver-me todos ao mesmo tempo, cheios de curiosidade, quando eu cheguei. Fiquei muito assustado com aquela recepção e com a vertigem daqueles três primos novos a atropelarem-se uns aos outros, com a pressa de ir para a praia. Para irmos para a praia (da Fuzeta, localizada na vasta ilha da Armona, na Ria Formosa) tivémos de apanhar um barco; o trajecto a pé até ao cais, com todos carregados com seus teres e haveres, serviu para amenizar as hostilidades iniciais. Quando saí do barco, fi-lo sozinho de mão dada com o meu primo Manuel, de 5 anos, com quem travei uma especial amizade neste dia também ele especial.


A chegada à praia fez-se com um magnífico banho já no mar, numa água morna de que eu gostei muito. Foi o único banho que fiz com colete; nos restantes não quis saber mais daquela indumentária rídicula! Depois do banho comemos todos um malacueco, expressão que parece ter-se perdido no tempo da mami, porque os senhores que os anunciam chamam-lhes Bolas de Berlim(de). É muito bom, gostei muito do açúcar que lambi todo antes de dar a primeira dentada.


Passámos um dia muito engraçado e invulgar; só fazíamos duas coisas: brincar na água e comer a brincar. Os meus primos gostaram das minhas bolachas de esferovite que o papi deixou em Portimão e o mais pequenino dos meus primos fartou-se de beber daquilo que a mami diz ser a minha "água turva de lavagem", que sabe ligeiramente a limão, e que também foi cá deixada pelo papi. Eu ganhei uma dose extra de coragem graças a estes meus primos que se fartam de mergulhar nas ondas sem medos e sem pirolitos.


Mas o meu copincha foi o Manuel, todo o dia. Para dizer a verdade, nem sequer me lembro do nome dos outros dois!


E no regresso à casa da Fuzeta, até lhe emprestei uns calções meus porque a areia dentro dos dele o estava a incomodar!


Terminámos a tarde numa grande piscina que ameaça fazer ruir a placa do terraço e que em breve estará plantada no meio da sala do Tio Nelinho. É uma pena porque de lá de cima a vista para a ilha da praia é uma maravilha! A vantagem é a de que se poderá ver o D'Artacão a banhos…

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Homem-Aranha de Arraiolos


Ahhh, eu ainda não contei que descobri o Homem-Aranha num dos tapetes de Arraiolos da avó Ana! Andava eu a fazer corridas de carrinhos pelo chão quando o descobri. Mas o mais engraçado é que naquele tapete há mais três Homens-Aranha iguais ao que eu encontrei. Gosto muito de brincar neste tapete cheio de super-heróis!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Jogatana de cartas


Tenho um baralho de cartas cheio de malta da Disney! Sei jogar muito bem, cumpro as regras todas, mas não sei fazer uma coisa: agarrar nas cartas como a mami, a avó e o avô fazem - na mão, em leque. MAS!… sei agarrar como os macacos e assim até me safo muito bem!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

De comboio até Lagos


Hoje dormi até tarde e a mami também. Quando acordámos, havia nuvens e a mami decidiu que íamos até Lagos os dois, de comboio, dar um passeio. Como o comboio de regresso era só ao final da manhã, démos uma volta pela Marina de Lagos, preenchendo o nosso tempo com diversas actividades: primeiro fizémos corridas com o Booster e com o DJ no bancos da marina que são muito compridos e servem muito bem de pista para carrinhos acelerados; depois, enquanto a mami bebeu um café a preço de camone-dono-de-veleiro, eu tomei um ice tea de manga acompanhado de biscoitos de canela, num tom muito british; depois vagueámos pelas lojas da marina, cheias de coisas bonitas. Numa delas havia umas meninas loirinhas do meu tamanho a escolher óculos de sol. Também quis experimentar, mas a mami viu-se aflita para encontrar um par admissível, já que quase todos eram às flores ou estrelinhas. Descobriu uns cor-de-laranja, de hastes preenchidas com dinossauros. Gostei! E como me tenho portado bem, a mami deu moedas à senhora da loja, para eu os poder trazer.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Jantar fora, até hoje ser amanhã


Hoje foi um dia particularmente difícil, com uma manhã de grande sensibilidade, felizmente compreendida por todos. Falta-me o papi e as birrinhas na praia foram seguidas, umas atrás das outras. Depois, acordei da sesta todo baralhado, a perguntar se hoje havia escola e se já era de noite. As parcelas do dia são, ainda, um assunto muito difícil para mim!… Com o entusiasmo de um jantar em casa do Vasco, combinado em cima do joelho, nem quis ir para a piscina. Agarrei-me à prenda que lhe ía dar e assim estive à espera que a mami se aprontasse.
Jantámos os três muito lindos na cozinha. O Vasco despejou o copo de água para dentro do prato e o arroz para o chão. Ele ainda é pequenino e o que queria era ir ver o Noddy. O Gonçalo, é um pisco e depois de dois pedacinhos de carne, deixou-me sozinho à mesa, deliciando-me com uns bifinhos de frango muito bons e com uma rúcula bem regada de azeite. Comi tudo. E enquanto os grandes comeram, fui recorrentemente à mesa pedinchar tostinhas que a mami me dava à troca de um golinho de água. Portei-me muito bem, estive muito bem disposto e toda a gente gostou muito da minha companhia. Ao fim da noite, já o Vasco estava na cama, dava abracinhos ao Gonçalo e brincávamos os dois aos bombeiros, despejando uma água invisível por cima um do outro. Tivémos direito a Smarties que partilhámos com muito preceito. À meia noite, estávamos nós a tentar fazer um puzzle que o Gonçalo me ofereceu, a mami disse-me: "Vicente, temos de ir embora que hoje já é amanhã". Despedi-me de todos e viémos para casa ler uma história nova, também oferecida, mas pelo Vasco. O que eu não percebi foi como é que amanhã, que ainda não aconteceu, já estava a acontecer naquele momento…

domingo, 15 de agosto de 2010

Bye-bye, papi


As férias do papi acabaram. Levámo-lo a Tunes para ele apanhar o Alfa que o leva de volta para Aveiro. Papi, nós ficamos, mas no outro dia vamos ter contigo a Aveiro!

sábado, 14 de agosto de 2010

Construções faraónicas


O avô é mestre nas construções de areia, mas o papi não lhe fica nada atrás. Hoje escavámos o Túnel de Esgueira e o Túnel da Estação de Aveiro, e com uma caixinha de iogurte erigimos os prédios das Barrocas. A pá que o Rodriguito me deu tem dado cá um jeitão!…

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nortada e maré vazia


Ui, é o que dá ser sexta-feira treze: acabou-se o Levante. Entrou um vento de noroeste que trouxe um mar com carneirinhas pequeninas, uma água menos tepidária e cá fora, depois do banho de mar, um verdadeiro frigidário. Tenho de me estender na toalha ao sol com outra por cima a cobrir-me para não ter frio! Mas há uma vantagem neste novo mar: a maré agora está sempre baixa e como as ondas são mansinhas e muito intervaladas, já entro sozinho até deixar de ter pé e, então, começar a nadar com o generoso apoio do meu colete.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Saídas à noite

Estou a tornar-me um noctívago! Hoje voltei a ter uma saída nocturna, depois de ter jantado pizzzççta com o papi e com a mami na Miss Pasta. Depois de enchermos o bandulho, fomos correr descalços nos vastos relvados da Praínha e, já agora, descemos até ao Caniço, para sentir a temperatura da areia nos pés. Que fresquinha! E ainda deu para fazer sombras chinesas numa grande projecção que estava a ser feita para uma rocha, no mar. Fantástico!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Avó, sai da cozinha

A minha avó tem uma estranha relação de amor-ódio com a cozinha e é estranha porque ninguém a entende: queixa-se que detesta ter de cozinhar, mas organiza as refeições até à exaustão (dela e nossa!). Prova disso é esta forma arcaica de folha de cálculo, onde ela regista, com a sua caligrafia de Mrs. Cross, as existências dos congeladores e arcas frigoríficas da casa. E repare-se que contempla variáveis e tudo! Se ela soubesse do Excel, estávamos tramados…


Bom, para fazer frente a este desgaste, o papi convidou-nos a todos para jantar fora. A avó vestiu uma linda saia e tudo! Mas claro!, com tão elevado nível de exigência culinária, é difícil levá-la a um sítio de onde ela saia plenamente satisfeita. Para rematar, fomos todos ao inigualável Pavilhão 1, comer um gelado que é coisa que ela não confecciona e nem sequer tem no congelador - pelo menos não o tem na lista! E, tirando as das Expo 92 e 98, é a única longa fila em que ela não se importa de estar. Mas, porque este diário de férias é meu e não da avó, enquanto ela deixava o sorvete escorrer-lhe pelas mãos abaixo e sujar-lhe a linda saia, eu dei uma volta de carrocel, num daqueles do outro tempo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mais um dia como os outros

Depois de uma grande praia, com longos banhos na companhia do Afonso, depois de uma tarde sem sesta e de uma divertida visita à Avó Isaura, depois de um revigorante caldo na piscina que teve de ser mudada, lavada, esfregada e reenchida, a mami ensinou-me a tirar fotografias com a máquina do avô Mário. Tirei muitas, de enfiada. A grande maioria ficou desfocada ou tremida, ou então tinha como sujeito o gramão, ou a esquina do murete, ou ainda as lascas de pinheiro que o avô andou a por nas caldeiras das árvores. Também tirei umas ao céu, onde aparecia a minha testa ou a testa da mami. Mas uma ficou boa e é digna de post: esta!


Depois, como os meus avós faziam anos de casados e como o jantar foi de marisco, andei mais livre, a curtir a minha bebedeira de sono com o iPhone do papi, a jogar Shrek sem ninguém a contabilizar as vezes que carregava no Play Again. Ah, isto é que é vida!

A tanga e o Levante


Já tenho uma tanga azul mas entretanto entrou Levante. Ou seja, se a tanga era para eu não andar sempre com areia a enfiar-se-me nas nádegas, agora com o Levante não tenho hipótese, com ou sem tanga, há areia por todo o lado. O primeiro dia foi muito mau, com um mar parecido com o de Aveiro. Fiquei-me pela cratera na areia, brincando com o barco do tio Ricardo. Mas a coisa está a amainar e já percebi como é bom ir para a água saltar nas ondas, que balançam gordas nos seus 24 graus. Que Agosto Azul!!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Trepador com um ponto de apoio extra

Hoje esteve cinzento e chuvisquou; apesar de a mami insistir que aqui pelos Algarves estes são dias de praia igualmente bons, o papi não lhe deu ouvidos e lá fomos à Quinta Pedagógica, munidos de uma cenoura e de uma alface velha. No final da visita aos animais todos, ainda estive no parque infantil do recinto e terminei escalando uma parede como um verdadeiro profissional! Quer dizer… eu sou melhor que os profissionais! Reparem que eu tenho um ponto de apoio extra: o nariz :)

sábado, 7 de agosto de 2010

Os meus convidados na piscina - parte 2


Aha! Tive mais um convidado, desta vez, um convidado proporcional ao convite (e ao tamanho da piscina): o Afonso. Chegou muito indisposto, mas consentiu juntar-se-me na minha majestosa piscina e chegou mesmo a molhar a cabeça. Ao fim do dia, já partilhávamos carrinhos e corridas, jogávamos à bola e comíamos uvas do mesmo cacho com grande disciplina e ordem. O Afonso é aquele meu primo dos óculos que não usa óculos :)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pelo oceano fora


Vejam como sou bom nadador. Eu e o meu colete atravessamos o oceano atrás da bola. Nos últimos dias tenho crescido em coragem. Qualquer dia faço do pólo aquático uma brincadeira de meninas!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Peladinha nocturna no quintal


Hoje tive cá uns primos a jantar. Grandes, estes primos! E gostam de jogar à bola, o Gonçalo torcendo pelo Sporting e o Manuel pelo Benfica. Eu fiquei na equipa do Gonçalo e fomos de tal maneira bons na peladinha que a outra equipa teve de desistir… Selecção natural, diria Darwin!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O meu quarto na torre


Ainda não vos mostrei o meu quarto na torre da casa de Portimão! É muito pequenino, só lá caibo eu. Fica mesmo ao lado do telhado e duma varanda de onde se pode ver muita coisa à volta (janelas e varandas dos vizinhos e um bocadinho de Rio Arade) e onde está plantada uma geringonça que aquece a água cá de casa. Tenho um companheiro, neste meu quarto: um golfinho cheio de ar, preso por um fio para não fugir, porque insiste em estar coladinho ao tecto. É o prisioneiro da torre do castelo de Portimão!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sei andar de mota d'água!



Já tinha ficado prometido desde o ano passado. Agora é que foi mesmo! Eu e o papi (e a mami no fim, mas só um bocadinho) fomos dar muitas voltas à boia do mar, de mota d'água. No início mostrei alguma desconfiança, mas o papi pôs-me a controlar o guiador e eu senti-me um verdadeiro piloto da barra.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um jantar diferente


Hoje a mami e o papi foram jantar fora e deixaram-me com a avó, com o avô e com o Ricardo. Jantámos cada um com o seu babete para eu não me sentir tão único, o que foi muito divertido. Depois do jantar, a avó foi buscar os pescadores dela e construímos umas grandes e originais histórias com estes fantoches velhinhos de cabelo meio grisalho.



Foi uma noite muito divertida que terminou comigo a mostrar à avó que antes de ir para a cama lavo os pés e que gosto de os esfregar com pedra pomes, que ponho repelente nos braços e nas pernas para não ser picado pelos mosquitos e que gosto que me seja lida a história do Bambi, em banda desenhada de letra miudinha.

domingo, 1 de agosto de 2010

Os meus convidados na piscina - parte 1


Hoje chegou o Ricardo. Convidei-o para vir à minha piscina, mas ele transforma esta noção de posse muito rapidamente: ocupa-a quase toda e brinca com os meus barcos. A ideia era só ele vir banhar-se na minha água a 37 graus…

sábado, 31 de julho de 2010

O perfil do papi


Digam-me lá, vocês que conheceram o papi (ou dele já viram fotografias) assim com a minha idade, se este meu perfil não é o dele tal e qual? Ahn?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não quero mais calção!


Isto do calção é uma chatice. É muito melhor sem o dito cujo. Arranjem-me uma tanga, vá.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Férias grandes de 2010, here we go!


Já está! Já estamos em Portimão. Desta vez não passámos por Lisboa, viémos directos, à noite, pela fresquinha. E claro, de manhã, depois dos meus flocos que agora se resumem a argolas, lá fomos para a praia, com os brinquedos que eu já não via há um ano, mas que me motivam a cavar túneis como os do ano passado. À nossa espera na praia estava a Guida, com quem inventei uma brincadeira que testa as leis da física: ver qual das minhas forminhas submerge mais rapidamente no balde cheio de água do mar. A água está muito boa mas eu não me sinto lá muito à vontade, mesmo sendo as ondas umas miniaturas ao pé das de Aveiro.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Últimos dias de férias de 2009


Com o papi por cá tudo mudou ligeiramente: a mami deixou de ser o meu refúgio e passou a ser a proscrita que dantes era papel desempenhado pela avó. O avô deixou de cavar tinieis e passou a conseguir estar deitado na toalha de praia a apanhar sol. O papi veio de férias para não ter descanso. Mas, de uma forma geral, tudo o que já se fazia continuou a fazer-se, birras inclusivé.

O papi encontrou um popó de rodas grandes igual aos do João Miguel de Aveiro e eu fiquei muito contente; finalmente tinha um verdadeiro todo-o-terreno para levar para a praia. Mas não satisfeito com esta minha felicidade foi comprar aquilo que andava a anunciar que me ía oferecer desde que eu nasci: um carro telecomandado. A mami diz que é o brinquedo do papi para eu ver como se brinca, mas o papi já me deixou conduzi-lo um bocadinho e sou sempre eu que o transporto. É grande e “pasado” e tem um senhor lá sentado e tudo!…

Despedimo-nos da avó Isaura velhinha. Joguei à bola com ela; as mãos dela tremem muito, mas eu punha-lhe a bola na mão e, aproximava-me muito dela para ela ma atirar de volta. Foi um pequeno jogo, de pequenos movimentos.

No domingo, dia 30, regressámos a Aveiro. Nas nossas 5 horas de viagem só dormi uma, mas consegui portar-me muito bem, para quem vai atado à cadeira sem poder mudar os entrefolhos de posição. Gostei de chegar a casa, de ver a nossa sala e adorei voltar a estar com os brinquedos que eu já não via há mais de um mês. Tomei muito bem o banho de chuveiro na banheira do papi e da mami que é muito maior que a nossa em casa da avó. Perguntei pelo barco; lembro-me que havia um barco nesta banheira da última vez que aqui tinha tomado banho.

No último dia deste grande mês de Agosto tomei o meu leite com flocos em casa. Antes de sairmos perguntei à mami pelos castelos e tive um ataque de saudades da casa da avó. Choraminguei, pedindo para irmos embora, para a casa da avó, acrescentando “a casa de aveiro não!”.

Em vez disso, a mami e o papi levaram-me à escolinha onde fui muito bem recebido e onde fui conhecer salas novas, com casas-de-banho pequeninas onde existem passagens misteriosas e divertidas.

Ainda que desconfiado, não me importei de passar o meu último dia de férias na escolinha, onde tantas novidades de certeza há por descobrir.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

28º dia: O papi chegou!

A birra da madrugada hoje (já quase às 7h) foi muito mais suave. Depois de me ser encontrada a malvada chupeta que eu nunca consigo encontrar sozinho, pedi à mami para acender o mundo. Fiquei muito mais tranquilo e não a chamei mais. Também dormi até às 9h, o que para a mami foi uma grande benece dada por mim.

Como é dia de praça e os avós não íam à praia, a mami decidiu que hoje também não íamos e vestiu-me para irmos à baixa. Antes de sairmos, chegou um camião que parou mesmo em frente a casa dos meus avós: trazia lenha! Estive atento a ver o descarregar e o carregar da lenha, num carrinho de mão igual ao meu.

Encontrámo-nos com a Guida em casa da avó Ina. Passeámos um bocadinho com ela, passeio esse que terminou com uma visita à Igreja do Colégio, cuja recuperação a mami ainda não conhecia. Estava a mami e a Guida a analisar o mastodôntico "altar" que lá foi plantado quando eu desatei a correr desordenadamente pela igreja, a chamar pela mami, gritando "cocó, cocó!" As senhoras em meditação devem ter parado de meditar, tal não foi o meu alarido. A mami disse-me que ía ter de o fazer na cueca e eu não tive outro remédio. Saímos logo da igreja, eu com um andar esquisito de perna aberta. A Guida convidou-nos para trocarmos a cueca lá em casa, mas a mami optou por me levar para o carro que estava ali mesmo por baixo da igreja.

A muda foi muito engraçada: a porta de trás que abre para o lugar que não está ocupado com a minha cadeirinha, só abria uns 40 cm por causa do carro ao lado e a mami não tinha ângulo para me arrumar devidamente. A porta do lugar da mami sofria do mesmo mal, até estava mais apertada. A única hipótese foi o lugar de passageiro à frente, onde a mami me deitou com a cabeça em cima do travão de mão e com um saco de compras a servir de travesseiro. Claro que o meu cocó era enorme, eu estou enorme e foi uma aventura mudar-me e limpar-me sem me sujar ainda mais e sem sujar os estofos do carro. Mas a mami conseguiu!

Almoçámos os dois sozinhos. Custou-me comer a sopa, mas a língua de vaca… repeti e repeti outra vez! Gosto muito! Depois o pêssego voltou a ser penoso… pedi carninha em vez do pêssego, mas a mami disse que não podia ser. VI um bocadinho de JimJam e depois fiz uma sesta, um pouco mais cedo porque hoje íamos buscar o papi, a meio da tarde, ao comboio de Tunes.

Lá estava ele, o papi, já à nossa espera! Foi uma emoção, corri para ele e gostei muito de estar ao colo dele durante um bom bocado. Voltámos para casa da avó e o papi veio atrás, ao meu lado. Já em casa, mostrei-lhe os meus brinquedos todos, velhos e novos. De repente, o papi propos que se me cortasse o cabelo… lá fomos, com o avô mais a sua máquina que me pos a chorar assim que me caíram os primeiros cabelos nas pernas. Seguiu-se uma chuveirada, em que estive completamente isolado na banheira. Lavar a cabeça sem o abracinho na mami ainda custa mais… Que coisa, o dia estava a correr tão bem!


Depois fui com o papi dar uma volta. só os dois. Fomos lavar o carro que estava muito sujo das idas para aquela praia longínqua! Jantámos, brincámos mais um bocadinho e fui dormir com a certeza de que já não era preciso esperar mais pelo papi nestas minhas longas férias.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

27º dia: O papi chega amanhã!

Tenho-me esquecido de contar que nos últimos 3 ou 4 dias tenho acordado por volta das 5h a chorar, chamando desalmadamente pela mami. Ela socorre-me, encontrando a chupeta, tapa-me novamente, enquanto eu acuso sucessivos dói-dóis e outras estratégias que a levem a prolongar a visita por mais tempo. Quando notoriamente se esgota a minha capacidade de contra-argumentar, a mami volta para a cama dela e eu fico a chamá-la aos gritos, mas na verdade durante muito pouco tempo, porque no fundo estou muito cansado e acabo por rapidamente adormecer. Ao pequeno-almoço a mami pergunta se alguém ouviu a birra e os avós ficam sempre muito espantados porque não ouviram nada: pudera! para além das condicionantes físicas e fisiológicas, dormem de porta fechada com o aparelho do ar condicionado ligado…

Mas o Levante acabou e o ar condicionado deixou de ser preciso. Hoje os avós dormiram de janela e porta aberta. Claro que hoje a minha birra teve outro impacto e toda a gente me ouviu. A mami procedeu exactamente da mesma forma. Eles aproveitaram, já que estavam acordados, e foram à casa-de-banho, sempre de porta aberta e claro, comigo a controlar todos os barulhos da casa que, esperava eu, haviam de ser da mami a voltar para vir ter comigo. Ainda conversaram um com o outro e eu que senti movimento e agitação prolonguei a minha birra por muito mais tempo. Hoje, fiz uma mega birra. Mas mais uma vez acabei por ceder, cansado. Ainda assim, de manhã, a mami levou-me para a cama dela para fazermos uma ronha os dois e eu gosto que ela me agarre o pé com a mão.

A praia hoje já não foi nada como era costume, houve sempre muito vento. Quando estávamos a chegar ao areal, saídos das dunas, o Vasco e os papis dele vinham a sair, em direcção ao carro. Íam para outra praia. Tive frio e pedi a t-shirt; andei enrolado na toalha, a imitar o avô que ainda se atreveu a ir ao banho. Pela primeira vez hoje tive vontade de fazer cocó na praia e lá se fez uma covinha para onde ele caíu. Depois fui com a mami ao caixote do lixo despejá-lo, bem enrolado nos toalhetes de limpeza.


Quando chegámos da praia, havia uma prenda para mim à porta de casa: a D. Luzia ofereceu-me uma carreta! Andei muito entusiasmado com este novo objecto, mas intrigado com o facto de, com tantos buracos que tem, nenhum permitir que se tire a bola que lá está dentro. Depois do banho que hoje foi completo, a mami voltou a fazer-me uma massagem por todo o corpo para me por creme. Quando me estava a por a cueca apontei e agarrei o meu rabinho e disse "aqui tem o buáco" e estiquei um dedo descobrindo a minha nova reentrância. A mami riu-se muito, eu ri-me porque ela se estava a rir. Disse-me: "agora cheira o teu dedo", coisa que fiz de imediato e que me deixou muito aflito, choramingando "tá sjucho".

Ao almoço voltei a ser preguiçoso e precisei de ajuda, ainda que tivesse um ovo estrelado só para mim! Mesmo assim, foi complicado. O Pierce afinal chama-se Thomas e descobrimos hoje que também dá à hora de almoço. Entro em completa histeria com estes desenhos e corro a chamar o avô para o ver comigo. O JimJam é um canal fantástico.

Voltei a não querer iogurte ao lanche, preferindo os meus queridos flocos no leite. Levo muito mais tempo, mas fico muito melhor lanchado! Depois do lanche, eu e a mami tentámos ir lá para fora andar de triciclo mas estava tanto vento frio que nos aguentámos muito pouco na rua. Viémos pintar, mas também por pouco tempo, porque apareceu a Guida que trazia uma prenda para mim: um pequeno ábaco!

Jantei com grande dificuldade apesar da entusiasmante ajuda da Guida que ficou mesmo ao meu lado e em quem me fartei de roçar os meus pés, por baixo da mesa. Tive de ser ajudado e ameaçado com a presença de uns apetitosos caracóis. Esta é uma luta que a mami não consegue ganhar nestas férias…

Muitas ameaças de cocó na cueca houve durante todo o serão. Incomodam-me especialmente porque eu fico muito angustiado com o facto de a cueca ficar suja. Não gosto!, pronto! Vi um bocadinho de televisão sentado no bacio, enquanto se fazia sala. O cocó lá resolveu sair e eu fiquei muito mais aliviado.

Ainda falei com o papi, que chega amanhã, de comboio!