quinta-feira, 27 de agosto de 2009

28º dia: O papi chegou!

A birra da madrugada hoje (já quase às 7h) foi muito mais suave. Depois de me ser encontrada a malvada chupeta que eu nunca consigo encontrar sozinho, pedi à mami para acender o mundo. Fiquei muito mais tranquilo e não a chamei mais. Também dormi até às 9h, o que para a mami foi uma grande benece dada por mim.

Como é dia de praça e os avós não íam à praia, a mami decidiu que hoje também não íamos e vestiu-me para irmos à baixa. Antes de sairmos, chegou um camião que parou mesmo em frente a casa dos meus avós: trazia lenha! Estive atento a ver o descarregar e o carregar da lenha, num carrinho de mão igual ao meu.

Encontrámo-nos com a Guida em casa da avó Ina. Passeámos um bocadinho com ela, passeio esse que terminou com uma visita à Igreja do Colégio, cuja recuperação a mami ainda não conhecia. Estava a mami e a Guida a analisar o mastodôntico "altar" que lá foi plantado quando eu desatei a correr desordenadamente pela igreja, a chamar pela mami, gritando "cocó, cocó!" As senhoras em meditação devem ter parado de meditar, tal não foi o meu alarido. A mami disse-me que ía ter de o fazer na cueca e eu não tive outro remédio. Saímos logo da igreja, eu com um andar esquisito de perna aberta. A Guida convidou-nos para trocarmos a cueca lá em casa, mas a mami optou por me levar para o carro que estava ali mesmo por baixo da igreja.

A muda foi muito engraçada: a porta de trás que abre para o lugar que não está ocupado com a minha cadeirinha, só abria uns 40 cm por causa do carro ao lado e a mami não tinha ângulo para me arrumar devidamente. A porta do lugar da mami sofria do mesmo mal, até estava mais apertada. A única hipótese foi o lugar de passageiro à frente, onde a mami me deitou com a cabeça em cima do travão de mão e com um saco de compras a servir de travesseiro. Claro que o meu cocó era enorme, eu estou enorme e foi uma aventura mudar-me e limpar-me sem me sujar ainda mais e sem sujar os estofos do carro. Mas a mami conseguiu!

Almoçámos os dois sozinhos. Custou-me comer a sopa, mas a língua de vaca… repeti e repeti outra vez! Gosto muito! Depois o pêssego voltou a ser penoso… pedi carninha em vez do pêssego, mas a mami disse que não podia ser. VI um bocadinho de JimJam e depois fiz uma sesta, um pouco mais cedo porque hoje íamos buscar o papi, a meio da tarde, ao comboio de Tunes.

Lá estava ele, o papi, já à nossa espera! Foi uma emoção, corri para ele e gostei muito de estar ao colo dele durante um bom bocado. Voltámos para casa da avó e o papi veio atrás, ao meu lado. Já em casa, mostrei-lhe os meus brinquedos todos, velhos e novos. De repente, o papi propos que se me cortasse o cabelo… lá fomos, com o avô mais a sua máquina que me pos a chorar assim que me caíram os primeiros cabelos nas pernas. Seguiu-se uma chuveirada, em que estive completamente isolado na banheira. Lavar a cabeça sem o abracinho na mami ainda custa mais… Que coisa, o dia estava a correr tão bem!


Depois fui com o papi dar uma volta. só os dois. Fomos lavar o carro que estava muito sujo das idas para aquela praia longínqua! Jantámos, brincámos mais um bocadinho e fui dormir com a certeza de que já não era preciso esperar mais pelo papi nestas minhas longas férias.

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