A Sofia mandou-nos um SMS às 9:00 a dizer que íam para a praia do molhe de Alvor. Quando a avó e o avô desceram, a mami combinou com eles que hoje, para ser diferente, íamos todos até àquela praia.
Esta praia fica muito longe. Fartámo-nos de andar por montes de areia e a mami ía escandalizada com a paisagem porque antes de eu nascer íam apanhar berbigão para aquela zona e agora tudo aquilo está, diz ela, muito diferente. Quando começámos a ver pedras do molhe procurámos o popó da Sofia e do Zé que estava junto de outros. A mami parou o nosso popó preto ao lado do deles, mas já na areia e teve de, pela primeira vez, usar as redutoras. É giro andar com o popó na areia, baloiça assim suave… Para além de a praia ficar longe, fartámo-nos de andar a pé até chegar ao toldo da Sofia e do Zé, mas vale a pena, porque naquela praia quase não há ninguém. Até pude jogar à bola com o avô, coisa que não tenho podido fazer de maneira nenhuma!

O João e o Diogo estavam a brincar na areia. O João agarrou-se logo ao meu camião e eu não me importei nada. O avô fez um túnel para eu passar o camião, mas descobri que fazer passar por lá a bola é igualmente engraçado. Estivémos todos muito divertidos; a babuja da água é convidativa porque não é inclinada como na praia dos meus avós. Para além disso, não tem o cascalho que a outra tem e que nos dá cabo dos pés, especialmente a quem me leva ao colo para dentro de água.
O almoço foi especialmente penoso. A sopa foi a muito custo, ainda que bem recheada de azeitonas. A cabidela - um desastre! - terei dado três garfadas, sendo que duas eram de batata frita. A mami desistiu e levou-me para cima; fiz um grande xixi no bacio e de seguida fui para a cama, sem sequer barafustar. Eu estava muito cansado da extensa manhã que tive. Adormeci logo, pouco depois das 13:30.
Dormi até às 18:30. Às 19:00, depois de um iogurte, fui para a piscina e lá estive quase durante uma hora; nunca tinha estado na piscina até tão tarde! Depois de me vestir, eu e a mami fomos jogar à bola na relva do avô, a fazer tempo até que o Ricardo chegasse. Quando o Ricardo chegou, sentámo-nos todos à mesa, no terraço, para comer açorda, conchinhas e camarões porque hoje é dia de festa: o avô e a avó fazem 34 anos de casados!


Depois do jantar, levei os brinquedos lá para fora, falei com o papi no ichat e depois convidei o Ricardo para vir até à sala comigo. Ele agora é a minha coquelouche!
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