sexta-feira, 7 de agosto de 2009

9º dia: fim do dia com os avós

O meu dia de hoje não teve nada de muito especial. Leite com flocos, praia, escavações na areia, três cuecas diferentes em 30 minutos, nova garagem em Lego, sesta de quatro horas… Só não fui à piscina porque está um vento muito grande. Em vez disso, a mami levou-me a dar uma volta de triciclo pelo Alto do Quintão, mas no lugar de irmos por dentro como ontem, em que eu me assustei muito com três Rottweilers duma casa ali acima, e onde tínhamos sempre de sair do passeio por causa de popós estacionados em cima do mesmo, fomos por fora, como se fôssemos para a escola da avó Ana.


Bom, a mami acha que afinal não foi o ar assustador e o barulho dos Rottweiler que me assustou, acha que eu virei piegas, com medo de cães, sejam eles quais forem. Isto porque, íamos nós a passar o portão da D. Luzia das bôlas quando esta aparece com o Bolinhas pela trela e outro cão mais alto e veloz, completamente solto. Esse cão correu logo em direcção a mim e eu saltei logo do triciclo em pânico a trepar pelas pernas da mami. Eu acho que a recepção do Beto na 5ª feira passada e a do Taza no outro dia que também me lambiscou todo me transtornaram verdadeiramente. A mami, pegou-me ao colo, o tal cão saltou-lhe às pernas, e a D. Luzia gritava "Fofinha, larga o Vicentezinho!". Afinal, o cão era uma menina como a Anastácia, disse a mami. Eu lembro-me da Anastácia, mas ela não é assim…

Continuámos o nosso passeio sempre pela calçada, mas este lado do Alto do Quintão é muito mais barulhento e tem sempre popós a passar muito depressa. A mami não gostou do passeio e eu também estava a ficar incomodado. Virámos o triciclo e rumámos no sentido inverso, quando de repente pára um popó ao nosso lado que liga os quatro piscas e de onde salta a Tia Beatriz, o Manel e o Gonçalo e a seguir o Tio João. O Manel pediu-me o triciclo para matar saudades e eu emprestei por um bocadinho. O Gonçalo diz que eu sou do Sporting e diz que me vai oferecer um boné. Hmm, eu acho que simpatizo mais com o Gonçalo.

Quando chegámos a casa já era quase hora do jantar. A mami ajudou a avó a preparar o meu jantar, mas ela só comeu sopa. Enquanto eu terminei o polvo, ela foi arranjar-se e quando voltou à cozinha, eu disse-lhe que tinha acabado tudo e que tinha comido uvas. Todos! Ía eu então iniciar a minha incursão pela gelatina, quando a mami me disse que ía comprar uvas para levarmos no dia seguinte para a praia. Bye-bye Vicente!, Bye-bye Mami! E pronto, não a vi mais!

Fiquei com o avô e com a avó. A mami tinha dado todas as indicações e explicado todos os truques e rituais. Só se esqueceu foi de explicar "como é que é com as fraldas". Estávamos nós a brincar com a garagem na sala quando eu fiz um cocó. A minha avó viu as horas e como já eram 9:15 convenceu-se que me levava para cima, me trocava a fralda e me punha a dormir. O que ela não sabia é que eu estava de fralda-cueca e que tinha um graaaaaande cocó no rabo. Ela também não sabia que estas fraldas-cueca se rasgam de lado… Então tentou tirá-la por baixo, como uma cueca, mas o cocó era muito grande, eu não abria as pernas o suficiente, sujei os pés, ela sujou as mãos, eu joguei as mãos ao rabo, o avô teve de vir ajudar, sujou-se a t-shirt e o resguardo e finalmente a cueca saíu. Havia cocó por todo o lado!

Tirando isso, bebi o meu leitinho enquanto a avó inventava uma história porque não conseguiu descobrir o Cuquedo e fiquei, como em todas as outras noites, a tomar conta do Noddy com a luz piquihina acesa.

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